O 2° Encontro SEMBA SAMBA acontece em:

29 de novembro de 2016

Palestrantes

André Sampaio

André Sampaio

Músico, compositor, produtor musical e Bacharel em Produção e Política Cultural pelo IUPERJ, com mais de 16 anos de carreira. Fundador da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, desde 2006 concentra sua criação e pesquisa na fusão de ritmos e tradições musicais africanas e afro-brasileiras com o trabalho “André Sampaio & Os Afromandinga”.

Lançou seu primeiro álbum solo “Desaguou”(2013), produzido por ele durante intercâmbios no Mali, Burkina Faso, Moçambique, Portugal e Olinda, com participação de grandes músicos, griôs e mestres de África e da diáspora como: Vieux Farka Toure (Mali), Bassekou Kouyate (Mali), Sekou Diarra (Burkina Faso), Zal Sissokho (Senegal), Hampate Gaye (Senegal), BNegão, Bongar (PE), entre outros. Atua também na produção de trilhas sonoras para teatro e audiovisual.

Comunicação: “Tradição e modernidade na música africana e diásporica contemporânea”

A partir de suas experiências em continente africano, no Brasil e no cenário musical internacional, o músico e pesquisador propõe reflexões sobre as formas de transformação e resignificação das tradições musicais de matriz africana no contexto contemporâneo.

Cacau Amaral

Cacau Amaral

É maranhense, musico e educador, um dos fundadores do coletivo “As Três Marias”, que através de espetáculos e brincadeiras de rua vem difundindo a cultura maranhense para além do Maranhão. Tambozeiro e discípulo dos mestres Felipe, Leonardo e Nivô, com um cofo de pesquisas sobre a percussão regional Brasileira, Cacau ao longo de trinta anos tem caminhado sobre os olhares e bênçãos de seus mestres, tocando, cantando e levando todo seu conhecimento para as escolas, palcos e praças, firmando que arte se faz com amor e simplicidades.

Cebolinha

Cebolinha

É um dos primeiros dançarinos do Passinho. Começou dançando axé aos 6 anos. Junto com Yuri forma o Bonde do Passinho, grupo que se apresenta pelos bailes da cidade. Possui um enorme número de fãs e mantém 3 perfis no facebook. Dá aulas de Passinho no Sesc Rio de Janeiro. É um dos poucos dançarinos que consegue viver da dança.

Emilio Domingos

Emilio Domingos

Diretor de documentários e cientista social pela UFRJ. Também atua como: pesquisador, roteirista e assistente de direção. Trabalha com Antropologia Visual e cultura urbana desde 1997. Dirigiu 10 curtas e 3 longas-metragens. Sócio-diretor da produtora Osmose Filmes.

Estreou na direção de longas com L.A.P.A, doc sobre a cultura hip-hop do Rio de Janeiro, recebeu o prêmio de melhor filme no Festival Câmera Mundo, em Roterdã. Em 2012, seu segundo longa, A Batalha do Passinho, foi vencedor da Mostra Novos Rumos no Festival do Rio. Seu novo longa, Deixa na Régua, sobre barbearias na periferia do Rio de Janeiro, ganhou o prêmio Especial do Júri na Mostra Novos Rumos do Festival do Rio 2016 e acaba de ser exibido na Mostra Internacional de Cinema de SP.

Curador da Mostra Internacional do Filme Etnográfico desde 2007 e do Festival Visões Periféricas desde 2013.

Em 2014, recebeu da Câmara dos Vereadores do RJ, a Medalha Pedro Ernesto por serviços prestados à cidade.

Felipe Barros

Felipe Barros

É músico e antropólogo com doutorado pela PPGSA/UFRJ. Ganhador do prêmio Produção Crítica em Música da FUNARTE-MINC/2012, publicou o livro Musica, etnografia e arquivo nos anos 40 sobre os métodos de pesquisa de campo de Luiz Heitor Correa. Desenvolve pesquisa nas áreas da etnomusicologia e antropologia sobre os seguintes temas: arquivos etnográficos; intelectuais modernistas; métodos colaborativos; processos criativos relacionados às práticas musicais da cidade do Rio de Janeiro e do carnaval. Nos últimos anos, tem se dedicado à pesquisa sobre inovação e mudança social no contexto dos integrantes de baterias de escolas de samba. Felipe também trabalha como compositor de trilhas sonoras para filmes de animação e games.

Gabriel Muniz Improta França

Gabriel Muniz Improta França

É músico e cientista social. É Bacharel (1996/2002) e Mestre (2005/2007) em composição musical pela UNIRIO. Concluiu em 2015 o Doutorado em Ciências Sociais, na PUC-RIO, com tese aprovada "com louvor" pela banca, sobre o movimento do Sambajazz e a atividade de músico no Rio de Janeiro. Sua área de interesse e formação inclui a musicologia, a educação musical, a etnomusicologia e a sociologia e antropologia da música. Estudou música no GIT, Musicians Institute, em Los Angeles, EUA, com o guitarrista Scott Henderson (2002/2003), através de uma bolsa da CAPES, além de música para cinema na UCLA (2002), EUA. Tem 18 anos de experiência docente em aulas particulares de violão e arranjo e em cursos de música, como o que ministrou em 2008 na Universität der Künst de Berlin, Alemanha. Atua há duas décadas como violonista e arranjador junto a importantes artistas da música brasileira como Maria Bethânia, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Carlinhos Brown, Paulo Moura e Francis Hime, entre outros. Apresentou o seu trabalho como solista de violão em festivais internacionais como o Festival de Guitarra de Havana, dirigido por Leo Brouwer, em 2002, em Cuba. Lançou três CDs como solista, arranjador e compositor (2003, 2011, 2016).

Comunicação: “O sambajazz de Moacir Santos – a cozinha afro-brasileira no samba moderno.”

O sambajazz foi um movimento de modernização da música popular brasileira que floresceu junto à bossa nova, entre fins dos anos 1950 e início dos anos 1960. O compositor e arranjador pernambucano Moacir Santos (1926- 2006) foi um músico de destaque nesse movimento. Sua atividade como compositor se funda na invenção de novos ritmos de acompanhamento e na prioridade atribuída à seção rítmica (ou “cozinha” no jargão dos músicos) normalmente destinada a apenas “acompanhar” atividade dos solistas.

Geovani Carvalho

Geovani Carvalho

Formação
Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança 2013 2015
Artista, Bailarino, Coreógrafo e Interprete
Curso de Bailarino Técnico Contemporâneo
Disciplinas: Improvisação, Música, Malabares, Anatomia, Cinesiologia, Dança contemporânea, Teatro físico, História da dança, Composição coreográfica e Ballet.

Atividades
Mostra cultural do VI seminário académico da UERJ 2014: História, Cultura e educação e Periferias, apresentando estilo de dança Afro contemporâneo com certificado de participação.
Participação no programa Encontro com Fátima Bernardes, apresentando o estilo Kuduro/AfroHouse uma mistura épica e bastante interessante.
Apresentação de HipHop e Kuduro/AfroHouse no workshop Favela em dança, que é um Festival oriundo da agência de redes para a juventude, com o objetivo de mesclar o hiphop e o funk carioca, o festival de danças urbanas quer tornar-se referência em intervenções artístico-culturais nos territórios populares e nas comunidades do estado do Rio de Janeiro, por meio de batalhas de dança, mostras de companhias e de workshops de danças urbanas, ele visa valorizar a arte e superar paradigmas e preconceitos.
Aulas avançadas de Kizomba na escola de dança JAIME AROXA IPANEMA. Workshop de dança contemporânea iniciante para alunos de danças urbanas de várias escolas, tais como; Petite Danse, Jazz Carlotta Portela, Centro de Movimento Deborah Colker, Escola e Faculdade Angel Vianna e Centro de Dança Rio.
Aulas de dança contemporânea iniciante para crianças de 8 a 11 anos na Escola Nossa em Niterói e, workshops de contemporâneo avançado no Nós do morro.
Comissão de frente da Escola de samba Imperatriz Leopoldinense 2016.
Cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, elenco profissional.

Guilherme Oliveira

Guilherme Oliveira

Aos 11 anos de idade, iniciou-se nos tambores na escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, onde hoje é diretor de bateria. Estudou percussão com Robertinho Silva, Carlos Negreiros, Régis Gonçalves e Ronaldo Silva e nas escolas Batucadas Brasileiras, Villa-Lobos, Som Brasil e Conservatório de Musica Lourenço Fernandes. Hoje, coordena sua própria escola de percussão chamada Loucademia do Samba e ministra aulas na escola Maracatu Brasil e em cursos de curda duração nos Estados Unidos e Europa. Como percussionista, trabalhou em gravações e apresentações com Carlinhos Brown, Sergio Mendes, Sorriso Maroto, Fundo de Quintal,etc.

Gustavo Oliveira

Gustavo Oliveira

Aos 6 anos começou a tocar tambores, quando ingressou para a escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Foi mestre da bateria mirim e, atualmente, é diretor de bateria na mesma escola de samba. Estudou bandolim e teoria musical. Anualmente, trabalha na gravação do disco das escolas de samba do Rio de Janeiro e de outros estados do Brasil. Como percussionista atua em grupos de samba e música pop tendo trabalhado com artistas como Dudu Nobre, Antônio Carlos e Jocafi, Fundo De Quintal, A Quebrada, Spanta, etc. Gustavo leciona percussão na cidade do Rio de Janeiro e em cursos de curta duração no exterior.

Martha Abreu

Martha Abreu

É professora titular do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense, pesquisadora do CNPq e da Faperj. É autora do livro Império do Divino, festas religiosas e cultura popular no Rio de Janeiro, 1830-1900 (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), organizadora de obras coletivas e de artigos sobre história social de cultura, pós-abolição, música negra, patrimônio imaterial e história pública da escravidão. Ao lado de Hebe Mattos, dirigiu 3 filmes de pesquisa, entre 2005 e 2011, "Memórias do Cativeiro", "Jongos Calangos e Folias" e "Passados Presentes" (http://www.labhoi.uff.br/passadospresentes/lancamento.php). É também consultora do Museu Casa do Pontal de Arte Popular Brasileira e do Pontão de Cultura do Jongo.

Comunicação:"Canções escravas no atlântico negro" pretende discutir os diálogos musicais entre Estados Unidos e Brasil no final do século XIX e o início do XX. No centro dessas conexões, a presença das canções escravas e dos músicos negros nos teatros musicados e na indústria fonográfica, em meio à reconstrução do racismo no campo musical.

Mateus Berger Kuschick

Mateus Berger Kuschick

Músico, flautista. Doutor em música popular/etnomusicologia pela Unicamp (2016) com a tese "Kotas, Mamás, Mais Velhos, Pais Grandes do Semba: a música angolana nas ondas sonoras do Atlântico Negro", onde realizou pesquisa de campo em Angola em 2015; mestre em etnomusicologia pela UFRGS (2011) com dissertação que resultou no livro "Suingue, Samba-Rock, Balanço: músicos, desafios e cenários" - Ed.Medianiz (2013), sobre os músicos vinculados à criação e difusão do suingue/samba-rock dos anos 1960 em diante, e bacharel em composição pela UFRGS (2008). Integrante das bandas Funkalister (RS), Relógios de Frederico (RS) e da cia. Cabelo de Maria (SP).

Comunicação: “O Semba em Conexões com Expressões Sonoras do Atlântico Negro”. A comunicação trata das aproximações que o semba como gênero musical fez e faz com outras expressões sonoras do chamado Atlântico Negro, como a coladera caboverdiana, a rumba congolaise, a pan-africana kilapanga, a tradição da canção afro-latina (Brasil e Caribe) ou mesmo ritmos angolanos como a kazukuta, a rebita e os mais recentes kizomba e kuduro.

Luís Filipe de Lima

Luís Filipe de Lima

Luís Filipe de Lima, carioca de 1967, é músico, escritor e Doutor em Comunicação e Cultura pela UFRJ. É responsável pela curadoria e direção artística de 14 séries de shows realizadas no Centro Cultural do Banco do Brasil, desde 2004. É o diretor musical de “Sassaricando – e o Rio inventou a marchinha”, espetáculo de Sérgio Cabral e Rosa Maria Araújo. De 2005 a 2008, dirigiu oito caravanas do Projeto Pixinguinha/Funarte. É autor de trilhas para cinema e teatro. Produtor musical, lançou mais de 20 discos. Como violonista, gravou em discos de Gal Costa, Martinho da Vila, Carlinhos Brown, Bezerra da Silva, Zélia Duncan, Nei Lopes e Elton Medeiros. Desde 2007 integra a comissão julgadora do Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelo jornal O Globo às escolas de samba do Grupo Especial carioca.

Comunicação:"A síncope africana no violão brasileiro - uma identidade mestiça."

A comunicação aborda usos, linguagens e técnicas do violão popular brasileiro em perspectiva histórica, com destaque para a contribuição de elementos de origem africana, sobretudo no plano da trama rítmica. Entre os principais gêneros observados estão o samba, o choro, a bossa-nova e a marcha carnavalesca, característicos do Rio de Janeiro.

Mylene Mizrahi

Mylene Mizrahi

Mylene Mizrahi é pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGSA-IFCS-UFRJ) com mestrado e doutorado em Antropologia Cultural na mesma instituição, tendo realizado doutorado-sanduíche na University College London (UCL). Sua tese de doutorado, intitulada A estética Funk Carioca: criação e conectividade em Mr. Catra, recebeu o primeiro lugar do Prêmio IPP Maurício de Almeida Abreu, do Instituto Pereira Passos, e está em preparação para publicação. Seus interesses de pesquisa incluem estética e criatividade, com foco sobre as classes populares brasileiras, em especial as questões relativas à constituição do gosto, às estéticas do corpo, ao consumo, à moda e à criação musical. É pesquisadora do Grupo de Estudos de Consumo, registrado no CNPq, pesquisadora do Global Denim Project (UCL) e pesquisadora do Núcleo de Arte, Imagem e Pesquisas Etnológicas, do PPGSA-IFCS-UFRJ. É autora de diversos artigos em revistas e coletâneas estrangeiras e nacionais.

Oscar Bolão

Oscar Bolão

Oscar Pellon, ou Oscar Bolão como é conhecido um dos mais importantes nomes da percussão brasileira, iniciou-se profissionalmente em 1974, no conjunto “Coisas Nossas”, realizando extensa pesquisa sobre a música brasileira dos anos 20 e 30. Considerado o único seguidor do estilo de bateria criado por Luciano Perrone, em 40 anos de atividades trabalhou com grandes artistas da nossa música como Elizeth Cardoso e Ney Matogrosso. Integra o Novo Quinteto, criado nos mesmos moldes do quinteto de Radamés Gnattali, a Orquestra Pixinguinha, que desde 1988 tem remontado os arranjos originais do mestre do choro, a Banda de Câmara Anacleto de Medeiros e ainda o Coreto Urbano e o Pife Muderno, ambos dirigidos pelo flautista e saxofonista Carlos Malta. Participa intensamente de festivais de música bem como realiza oficinas e palestras no Brasil e no exterior. Em 2004 lançou pela Lumiar Editora o livro Batuque é um Privilégio, que trata da percussão nos gêneros de música do Rio de Janeiro.

Comunicação: "Isso não é aquilo e bossa nova não é samba"

Sergio Castanheira

Sergio Castanheira

Sergio Castanheira é arranjador, baixista, trombonista e mestre na área de Música e Educação pela UNIRIO.

Em 2016 foi um dos diretores musicais e idealizador do projeto Céu na Terra Brasil Moçambique, que levou ao Brasil o professor e músico da universidade Eduardo Mondlane (Maputo/Moçambique), para intercâmbio musical com o bloco Céu na Terra. Em agosto desse mesmo ano foi à Moçambique pela terceira vez e atuou como arranjador e diretor musical da orquestra femina As Marias, da universidade Eduardo Mondlane, além de participar como compositor e músico do show em tributo ao escritor Moçambicano Mia Couto.

Em 2012 e 2013 Sergio Castanheira foi à Moçambique para shows de lançamento do seu Cd Samba Misturado e para ser um dos arranjadores do show do grupo moçambicano TP 50.

Em 2014, junto a universidade federal da Bahia, UFBA, trouxe os músicos moçambicanos Timóteo Cuche e João cabral para uma série de shows e palestras, realizados na Bahia e no Rio de Janeiro. Em 2012 lançou seu primeiro CD solo, Samba Misturado, com a participação de 40 artistas, entre músicos e atores.

Como educador realizou oficinas de musicalização no Maranhão, no Pará e no Rio de Janeiro, além de ser atualmente professor da rede municipal do RJ.

Spirito Santo

Spirito Santo

Músico, pesquisador, artista e artesão, Spirito Santo transita entre as fronteiras da pesquisa, artes plásticas, música e militância política compondo, recompondo e desvendando as tramas e segredos escondidos nos tambores e cantos oriundos da diáspora africana. Desde os anos 70, coleta e produz amplo arquivo de gravações, depoimentos e objetos sobre a diáspora e escravidão no brasil. A partir de suas pesquisas, nos anos 70, constituiu o grupo musical Vissungo cujo repertório é dedicado as sonoridades da diáspora. Nos anos 90, fundou uma criativa escola de fabricação de instrumentos - MusikFabrik – que conciliava um profundo estudo de organologia dos instrumentos africanos associada ao conceito de sustentabilidade e reciclagem de materiais. Em 2016, lançou a segunda edição do seu livro “Do Samba ao Funk do Jorjão” que amparado em farta pesquisa discorre de modo singular sobre a origem do som das escolas de samba do Rio de Janeiro e seus encontros e desencontros com os ritmos decorrentes da diáspora.

Organizadores Institucionais